Quem é o Jean

Dono de uma trajetória política surpreendente, este baiano nascido em 1974 na pequena cidade de Alagoinhas contrariou desde cedo o seu destino de menino pobre para se formar em jornalismo na Universidade Federal da Bahia, fazer mestrado em Letras e Lingüística e depois virar professor, escritor, pesquisador e um dos políticos mais admirados do Brasil.

Sua militância social começou quando, ainda adolescente, atuou no movimento estudantil e nas comunidades eclesiais de base da Igreja Católica. Ao ingressar na universidade, Jean deu início à sua aproximação com os movimentos de defesa dos direitos humanos em Salvador, participando ativamente do Grupo Gay da Bahia e do Movimento Negro Unificado.

Combinando a vida acadêmica, o jornalismo e o ativismo, ele reforçou a sua militância a favor dos direitos humanos, aprofundando a sua formação política e teórica. Em 2005, se tornou conhecido nacionalmente ao vencer o Big Brother Brasil e se mudou ao Rio de Janeiro. Após um primeiro mandato reconhecido nacional e internacionalmente, Jean foi reeleito deputado federal em 2014 pelo PSOL, com 144.770 votos. Foi o sétimo mais votado do estado e o quinto da capital.

Como deputado, apresentou projetos de lei construídos junto aos movimentos sociais e elogiados pelos especialistas, por exemplo: casamento civil igualitário, identidade de gênero, legalização do aborto seguro e garantia dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres, legalização da maconha, direito ao parto humanizado, escola livre e sem discriminação, cobertura do SUS para as doenças raras, e de outras propostas que melhoram os salários, as políticas de moradia e demais direitos sociais.

Jean também é responsável por emendas ao orçamento que garantiram importantes recursos econômicos para, entre outras instituições, o hospital Gaffrée e Guinle, a UFRJ, a FIOCRUZ, a Casa das Pretas, a escola de cinema Darcy Ribeiro e o Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira.

Em 2016, foi um dos deputados que mais enfrentou o golpe parlamentar contra a presidenta Dilma e, desde então, é uma voz de resistência contra o governo ilegítimo de Temer e defende a unidade das esquerdas. Apesar do preconceito, das calúnias e das ameaças que recebe, Jean não se calou, não se corrompeu, não se rendeu, não se vendeu. Continua resistindo no Congresso, mesmo em minoria, trabalhando para construir uma alternativa à desesperança.

O mandato de Jean Wyllys é a voz de milhões de pessoas que querem ser respeitadas, livres e iguais, numa sociedade mais justa.

Fotos

Algumas instantâneas desses anos de luta no parlamento e nas ruas, juntos na resistência pelo Brasil que sonhamos.